Gigantes da tecnologia se unem para criar I.A. que não tente nos matar



Várias empresas importantes de tecnologia criaram uma cooperação buscando evoluir o ramo da inteligência artificial, área da tecnologia que segundo 90% da ficção científica eventualmente vai nos levar a extinção. 
Google, Facebook, Amazon, IBM e Microsoft irão trabalhar em conjunto para desenvolver o conhecimento público sobre a área e discutir a criação das diretrizes que nortearão a evolução das I.A.
A parceria atende pelo nome Partnership on Artificial Intelligence to Benefit People and Society, e tem como objetivo conduzir pesquisas, recomendar as melhores práticas e publicar o resultados de suas pesquisas em temas como ética, transparência, privacidade, cooperação entre pessoas e I.A., entre outras. Participarão dessa parceria membros das empresas fundadoras e também pessoas externas, como acadêmicos.
Dois nomes pesados da indústria ficaram de fora: a Apple e a OpenAI, uma companhia de pesquisa sem fins lucrativos que atua com suporte de Elon Musk no desenvolvimento de inteligência artificial de forma open-source. De acordo com Eric Horvitz, executivo da Microsoft que atua na parceria, "temos conversado com a Apple, e a empresa se mostrou entusiástica acerca desse esforço, e pessoalmente espero vê-los se juntar a nós". A Apple tem um histórico de atuar de forma bastante independente no desenvolvimento de suas tecnologias, raramente abrindo seu ecossistema de aplicações e hardware a padrões externos. A intenção dessa cooperação é agregar o máximo de parceiros com o passar do tempo.
Murray Shanahan, professor de Robótica Cognitiva na Imperial College London defendeu essa parceria, pois "um pequeno grupo de grandes corporações são hoje as grandes forças por trás do desenvolvimento das tecnologias sofisticadas de inteligência artificial. A criação de parcerias em I.A. é um passo bem-vindo que garante o uso dessa tecnologia de forma sábia".
A evolução na área de softwares e o mundo conectado abrem um potencial gigantesco de transformação, rumo à Quarta Revolução Industrial, uma nova era que ainda ninguém tem certeza do que causará. Na ficção, vemos desde futuros mais pessimistas, como em 'Duna" e "O Exterminador do Futuro", onde vamos acabar entrando em conflito com as novas tecnologias pela supremacia, futuros onde nos tornamos "animais de estimação" das máquinas, deixando por conta delas o cuidado dos aspectos essenciais da vida e de nossa sobrevivência, como em "Wall-E",  echegando até visões mais transcendentais, onde essa próxima revolução é a que abandonaremos de vez nossas formas orgânicas obsoletas para uma existência além de nossos corpos. Nesses esforços loucos de imaginar o futuro, os mais ponderados costumam acertar, então boas chances de "Eu, Robô" (o livro, não o filme) matar a charada: vamos viver em conjunto com as máquinas, com elas nos auxiliando a resolver nossos problemas e eventualmente "bugando".
Por hora, não precisam se preocupar. Baseado na dificuldade das assistentes por voz digitais em entender nossos comandos, ainda estamos seguros.


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